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22/03/2019
Interviews / Notícias / Reviews

Fly By Night: Entrevista com AUDAX

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Trio de pop eletrônico fez um retrospecto de sua carreira

Pedro, André e João Cajado. São essas três figuras que formam o AUDAX, grupo que vem embalado de alguns sucesso e tem conquistado cada vez mais fãs ao redor do Brasil e do mundo, ganhando seu merecido espaço na cena eletrônica. Eles já tocaram em algumas das principais festas do país e também já se apresentaram no exterior pela Ucrânia, Espanha, Ibiza, Miami e alguns outros.

Recentemente, os irmãos voltaram a ousar dentro do estúdio e deram vida a uma versão acústica de Flying, produção que inicialmente havia sido pensada apenas para as pistas mais agitadas. O vídeo oficial vem alcançando excelentes resultados e já conta com mais de 20 mil visualizações no Youtube em menos de uma semana. Nós aproveitamos a oportunidade para um bate-papo super bacana com o trio, confira o resultado a seguir:


Olá, irmãos Cajado! Muito obrigado por conversar com a gente. Vamos começar partindo do início de tudo. Vocês declaram um amor super sincero aos instrumentos e buscam trazer isso em suas produções. Vocês lembram exatamente como foi esse primeiro contato?
Olá, o prazer é todo nosso em estar falando com vocês, muito obrigado por nos receber! Sim, nós temos um prazer imenso em tocar instrumentos. Nosso primeiro contato foi no começo da adolescência. E, o quê era para ser um Hobby, se tornou um amor. Hoje temos muito orgulho em falar, para vocês e para quem está nos lendo, que esse amor também é uma carreira. Temos muito amor em fazer música! Seja tocando algum instrumento, produzindo, cantarolando ou até batucando na mesa [risos].

Vocês tiveram uma banda de pop rock por cerca de 10 anos e precisaram passar por um momento de reinvenção após o fim dela em 2010. Essa migração aconteceu de forma natural?
Mesmo nos tempos de pop rock, ouvíamos muita música eletrônica. As playlists em casa eram de rock e dance music. Inclusive saímos muito durante o “boom” dos clubs de house music em São Paulo, nossa cidade natal, isso em 2007. Essa migração aconteceu de forma muito natural. Foram quatro anos de laboratório e superação entre o fim repentino da banda e o começo desse projeto. Aprendemos muito e nos desenvolvemos muito. Foi um crescimento muito significativo e importante como artistas e como profissionais. Mas, acima de tudo, como pessoas. Tudo aconteceu no seu devido momento.

O primeiro álbum já como projeto eletrônico foi Feel the Beat, ainda sem a presença do João. O quão diferente foi produzir música eletrônica após essa longa trajetória no rock?
No começo, passar do rock para a música eletrônica foi um tanto desafiador. No rock, se trabalha muito com gravações em áudio, dos instrumentos dos membros da banda. No nosso caso, era algo quase 100% feito dessa maneira. Puramente orgânico. Já no eletrônico, a grande maioria são sons de samples, sintetizadores, muitos efeitos, muitos canais a mais. Junto a isso, também tivemos o desafio de construir mapas de músicas que fizessem sentido para a pista. Essa habilidade, inclusive, nós desenvolvemos melhor depois do primeiro álbum. Tanto que ele tem uma sonoridade predominantemente mais pop. Foi nosso primeiro contato com um grande estúdio, o Midas. Também foi nosso primeiro contato com grandes profissionais, como um de nossos mentores, Renato Patriarca. Aprendemos muito sobre timbres, arranjos, transições, mixagem e masterização. Algo que também mudamos muito foi a forma de pensar para elaborar uma composição. E ainda tem o universo todo de síntese sonora, um mundo totalmente à parte. Hoje, tudo isso já é algo natural para nós, mas claro que ainda temos muito a evoluir e a aprimorar. Para nós, a arte é mutável, é necessário uma evolução constante.

Os desafios, a inovação e a ousadia são elementos bem presentes na carreira de vocês. Após o remix para Wesley Safadão, vocês miram algum outro grande nome nacional ou internacional?
Temos muitas coisas nesse sentido em andamento que ainda não podemos revelar, mas em breve vocês verão grandes parcerias nacionais e internacionais. Tudo está acontecendo de forma muito natural, assim como foi com o Wesley (safadão).

Outro lançamento muito interessante de vocês foi Flying, um single que recebeu um clipe bem divertido e ganhou mais recentemente uma versão acústica. Como surgiu essa ideia?
Flying é o primeiro single puramente autoral que foi lançado após a volta do João. A produção da versão original é algo um tanto diferente do som predominante nas pistas nacionais, mas representa a nossa realidade. Por existir nela uma letra e melodia, achamos que era a hora de fazer algo diferente, foi então que veio a ideia da versão acústica, e como somos instrumentistas, nos divertimos muito fazendo essa versão.

Seguindo os sucessos de vocês temos For the Night, faixa que recebeu o suporte David Guetta e alcançou 1 milhão de views no YouTube há alguns dias atrás. O que de mais importante vocês tiram dessa conquista?
For The Night foi muito importante para nós. Com ele mostramos um pouco mais da versatilidade do projeto junto a um grande nome nacional, que é o Vinne. Deixamos o lado da pista aflorar, misturando timbres e estilos e ficamos muito felizes com a receptividade da faixa entre os DJs. Somos muito gratos aos nossos fãs, a toda nossa equipe e parceiros. Números são consequências de quando o trabalho é feito com amor.

Para terminar, qual o principal objetivo do trio para o futuro?
Nosso principal objetivo é fazer boa música. Sem nos prendermos a estilos, preconceitos ou receios. Nós amamos a música e queremos nos conectar às pessoas através desse nosso amor.

FONTE: FLY BY NIGHT

Audax feat. Niles Mason - Castles