27/12/2018
Interviews

DJMAG: UMA CONEXÃO QUE TRANSCENDE A MÚSICA

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UMA CONEXÃO QUE TRANSCENDE A MÚSICA: FALAMOS COM O TRIO DE IRMÃOS AUDAX
Audax acabou de lançar um novo EP em parceria com o Dazzo. Conversamos com eles sobre a colab e projetos futuros, confiram!

A forte conexão dos irmãos André, Pedro e João Cajado é algo que transcende a música e impulsiona a vida de cada um. Além do forte vínculo familiar que possuem, eles também optaram por seguir uma carreira em conjunto no Audax, projeto de eletrônico/pop que tem quebrado barreiras no cenário nacional.

O trio, que já lançou por labels como Epic Amsterdam, Tiger Records e RH2, divulgou na última semana o EP Diving in a Dream, uma parceria com o gigante nacional Dazzo que saiu pela gravadora suíça Sirup Music. Essa parceria é parte de uma série de outros projetos que o Audax já desenvolveu em colaboração, entre eles uma releitura para Garota de Ipanema, com Kav Verhouzer e Priscilla Pach, e Hey You, single que levou os vocais de Shawnee Taylor.

Diving in a Dream é um EP de melodias envolventes e vocais marcantes. O trabalho coroa um 2018 de transformação e conquistas para o Audax, que busca uma presença mais assertiva no cenário brasileiro após apresentações em países como Espanha e Estados Unidos. A nosso convite, o trio de irmãos falou com exclusividade para a DJ MAG sobre alguns dos principais pontos de sua jornada na música. Confira:

Olá, meninos! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Diving a Dream é fruto de uma importante colaboração com o produtor Dazzo. Como exatamente aconteceu essa collab? Como vocês avaliam o resultado do EP?
Tudo ótimo! Muito obrigado por nos receber! Diving In A Dream foi uma colaboração que aconteceu naturalmente quando estávamos em estúdio com o Dazzo. Estávamos ainda em uma fase inicial de trabalhos quando ele nos mostrou essa ideia que gostamos muito. O Dazzo a havia feito com o Alok um tempo atrás como uma trilha, mas era uma ideia que ele um dia gostaria de transformar em uma track. O instrumental já chamava “Diving In A Dream”. Construímos a letra e a melodia em volta desta temática do mundo dos sonhos, finalizamos o mapa e todos ficaram muito felizes com o resultado. Antes do lançamento, foi a música que os fãs mais perguntavam a respeito de quando estaria disponível.

O fato de vocês serem irmãos traz uma conectividade muito intensa para o projeto. O que vocês tiram de melhor desse relacionamento que rompe as barreiras profissionais e toca no lado pessoal também?
O melhor de trabalhar com irmãos é a sintonia que se cria entre nós. Nos entendemos muito bem e nos conhecemos melhor ainda. Isso ajuda muito a criar, a tocar e a cumprir outras tarefas que envolvem essa carreira.

Cada vez mais a música eletrônica rompe barreiras e se posiciona como um gênero e massa. Como vocês imaginam e projetam o futuro do estilo no Brasil?
Nós vemos a música eletrônica no Brasil ainda muito longe do que aquilo que ainda pode se tornar. No Brasil, a barreira da língua ainda é algo muito forte. Tirando releituras e remixes, a esmagadora maioria das composições originais dos artistas nacionais ainda são em inglês. Acreditamos que, para se consolidar como um gênero da massa, a ruptura dessa barreira linguística é algo primordial.

Gostaria que vocês falassem um pouco mais sobre a experiência internacional do Audax. O que pode ser destacado nesse sentido?
O Audax já tocou em países da Europa e nos Estados Unidos. Ainda não fomos tanto quanto gostaríamos, mas já tivemos alguns destaques nesse sentido. Fazer parte do line up de festas na WMC em Miami e tocar em Ibiza, são duas experiências que lembramos com muito carinho.

O trágico acidente do Mateus Wille foi um ponto de virada na carreira de vocês, não é mesmo? Quão importante a música foi para que o Audax pudesse encontrar forças para seguir em frente?
Sem dúvidas, esse foi o período mais difícil das nossas vidas. Foi um período de luto, seguido por um hiato nas nossas carreiras no qual ficamos fazendo experimentações em estúdio. A música eletrônica sempre fez parte das nossas vidas, mas foi nesse período de 4 anos que o projeto renasceu com uma nova identidade e uma nova sonoridade – a música nos deu forças para continuar. É uma maneira de homenagear o Mateus já que ele deu o nome Audax. Esperamos que ele esteja feliz lá de cima, pois continuamos o sonho que tínhamos juntos.

Michel Palazzo, Renato Patriarca e Rick Bonadio. Quão importante esses profissionais foram para o crescimento profissional do Audax nos últimos anos?
Todos os três tiveram papéis muito importantes para o nosso crescimento como artistas, como produtores e como pessoas. Aprendemos muita coisa com o Rick e o Renato, durante nosso período no Midas. Somos muito gratos a eles por isso. O Michel está conosco desde 2016 e é parte vital do projeto. Aprendemos diariamente com ele e vice versa. Temos muita sorte em poder aprender muito com grandes profissionais.

Para finalizar, o que podemos esperar do projeto para 2019?
Para 2019, almejamos muita coisa. Temos muitas músicas novas, algumas com participações de artistas internacionais. Também temos collabs relevantes com artistas nacionais e muitos shows com grandes nomes da indústria. Mas, acima de tudo, podem esperar muita dedicação, entrega e amor pela música.

FONTE: http://djmagbr.com/uma-conexao-que-transcende-a-musica-falamos-com-o-trio-de-irmaos-audax/



Audax feat Shawnee Taylor - Hey You